O papel do RH na realidade do desemprego no Brasil

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O papel do RH na realidade do desemprego no Brasil

Artigo escrito por Alexandre Fleury, Diretor de RH na América Latina da empresa  Staples


 

A quantidade de desempregados em todo o país já supera a marca de 14 milhões de pessoas. É um momento delicado para o Brasil e principalmente para as pessoas em busca de uma nova colocação, uma vez que a economia ainda está retraída e as empresas controlando seus gastos e novas contratações.

 

E no meio desta situação escuto relatos de profissionais que são desligados de grandes empresas e a posição dos mesmos é substituída por outro profissional de qualificação parecida, porém com um salário 20% a 30% menor que a função original. E há uma grande parcela de profissionais que buscam alternativas enquanto não conseguem uma recolocação e outros que são acometidos de doenças como a depressão, o que dificulta ainda mais a busca e efetividade de um novo emprego.

 

Em tempos de discussão de que o RH deve ser estratégico, comecei a refletir sobre um olhar diferenciado da nossa atuação e responsabilidade neste contexto. Essa reflexão surgiu por conta dos inúmeros currículos que recebemos diariamente mesmo não tendo oportunidades em aberto e também de ligações espontâneas de profissionais em busca de recolocação.

 

Decidi parar alguns momentos do meu dia para falar e dar atenção para algumas destas pessoas que nos ligam e também entrei em contato com alguns profissionais para fornecer um feedback sobre seus currículos e oferecendo uma ajuda em como melhora-los. Sempre deixando claro que não tínhamos posições em aberto, e que era em meu ponto de vista uma forma de auxiliar. Na maioria das vezes os profissionais me agradeceram muito e alguns ficaram desconfiados pela atitude incomum de um diretor de recursos humanos querendo ajudar sem querer nada em troca. Outras pessoas insistiram para serem contratadas mesmo sabendo que não havia a oportunidade e também houve um caso em que o profissional não acreditou que não havia uma vaga e disse que sabia como funcionava um RH: recebemos currículos, os guardamos em algum lugar e no fim contratamos alguém conhecido.

 

Escutei relatos da forma como os profissionais são recebidos em processos seletivos, como se a empresa estivesse fazendo um favor a eles, situações de pessoas esperarem mais de três horas em uma recepção para uma entrevista e infelizmente o comportamento comum de não receberem feedback ou um simples e-mail de que não continuarão no processo.

 

Diante deste cenário, o que podemos fazer como Recursos Humanos para melhorar esta situação sem dar falsa esperança e sendo responsável? Em meu ponto de vista há uma série de ações simples e que não irão tomar nosso tempo e que terão alto impacto positivo.

 

 Nas vagas em aberto deixar claro o perfil e que serão analisados aqueles que realmente estiverem aderentes ao que a empresa busca.

 

 Após o processo seletivo ter ao mínimo um e-mail de resposta dos próximos passos ou da não continuidade do processo.

 

 Reserve um momento para escutar as pessoas que entram em contato para orientar e quem sabe ajudar na forma como estão buscando uma nova oportunidade.

 

 Priorizar os profissionais que estão buscando recolocação. Há muita gente excelente disponível no mercado!

 Em uma época em que estão todos conectados, uma boa opção é utilizar as redes sociais postando artigos, compartilhando vagas e oportunidades em aberto e até gerar discussões ou sessões ao vivo sobre empregabilidade.

 

Acredito que investir quinze minutos do nosso dia atribulado poderá fortalecer os profissionais que estão em situação de desemprego assim como organizar nossos processos internos, irá ressaltar nossa função de desenvolver e potencializar o ser humano.

 

Quem sabe em algum momento poderemos viver algo parecido e acredito que gostaríamos de encontrar pessoas que nos escute ou de forma simples nos direcione. Não é uma questão de querer salvar o mundo, mas de fazer a diferença em algo que controlamos e que está próximo.

 


 

Assista aqui a transmissão completa que foi feita no dia 11/07 com nosso Sócio Diretor Vitor Rodrigues e o Diretor de RH na América Latina da Staples, Alexandre Fleury.

 

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